domingo, 27 de julho de 2008

Série ORSSE Convida: Maestro Abel Rocha






Considerado pela crítica nacional como um dos grandes expoentes brasileiros da regência orquestral, o Maestro Abel Rocha é o convidado da Orquestra Sinfônica de Sergipe para o próximo concerto de sua Temporada 2008 no Teatro Tobias Barreto, no dia 31 de julho, quinta-feira, às 20h30. O concerto dá continuidade ao processo ativo de intercâmbio da Sinfônica local com solistas e maestros de destaque no âmbito nacional, trazendo para Aracaju o que de melhor acontece na música clássica dos grandes centros de nosso país. No repertório, música brasileira de alta qualidade, em primeira execução sergipana.

A Alvorada, da ópera Lo Schiavo, de Carlos Gomes (1836-1896), é um dos exemplos da maestria de escrita orquestral desenvolvida por este compositor campineiro, fortemente influenciado pelo grande operista italiano Giuseppe Verdi. A música programática cria uma imagem sonora viva de uma alvorada, no âmbito de harmonias dramáticas e melodias características. Os três toques de alvorada representados pelos metais despertam os ouvintes a um rico universo sensorial musical.

Outra peça a ser apresentada é a grandiosa Sinfonia 2000, de Ronaldo Miranda (1948), encomendada ao compositor pelo Ministério da Cultura em comemoração aos 500 anos de Descobrimento do Brasil. É uma obra em três movimentos, de estilo peculiar característico ao movimento musical contemporâneo brasileiro, eclético por natureza. Se por um lado o país possui muitos compositores que limitam sua atuação estética à extrema vanguarda, despontam por sua vez outros mestres que vêem no trabalho com as formas e parâmetros pré-estabelecidos o caminho perfeito para sua expressão.

Completam o programa as Variações sobre um Tema de Haydn, de Johannes Brahms (1833-1897), que evidenciam o tratamento de variações fornecido, por este compositor alemão, a um belo tema folclórico de seu país.

O maestro: Natural de São Paulo, Abel Rocha é bacharel em composição e regência pela UNESP, mestre em Regência de Ópera junto à Opernschule da Robert-Schumann Musikhochschule e doutor em Música pela Unicamp.
Em seus 25 anos de carreira, atuou como regente e diretor musical em diversas óperas, balés e concertos sinfônicos frente às mais importantes orquestras do país. Desenvolve também extensa carreira como diretor musical e arranjador para espetáculos teatrais, shows e gravações. Com intensa atividade didática, é professor de regência da Faculdade de Música da UniFIAM/FAAM, além de ministrar aulas e workshops regularmente em festivais e cursos de férias. Desde 2004 é Diretor Artístico e Regente Titular da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, e dirige o Collegium Musicum de São Paulo desde 1983.


“Rocha é um detalhista. A Banda Sinfônica em suas mãos adquiriu um padrão ainda inédito, com sutilezas de fraseado e dinâmica só existentes nas grandes orquestras.”
João Batista Natali, Folha de São Paulo


FICHA TÉCNICA

ORQUESTRA SINFÔNICA DE SERGIPE – Temporada 2008
Abel Rocha, regente
Teatro Tobias Barreto
31 de julho de 2008, quinta-feira, 20h30
Ingressos: R$5 (inteira), R$2 (meia)
Informações: (79) 3179-1480/ 3179-1496
sinfonica@cultura.se.gov.br

17 de Julho, Sétima de Beethoven e Adele Ananias



Sétima Sinfonia de Beethoven é destaque da Orquestra Sinfônica de Sergipe


A Orquestra Sinfônica de Sergipe volta ao palco do Teatro Tobias Barreto, nesta quinta-feira, 17, às 20h30min, para apresentar um programa com musicas clássicas de Beethoven e Edvard Grieg. O destaque é para a apresentação da pianista Adele Ananias, que tocará com a orquestra o Concerto n° 1 para piano de Beethoven. Os ingressos já estão disponíveis na bilheteria do TTB a preços populares: R$ 5 inteira e R$ 2 a meia entrada.

Segundo o maestro Guilherme Mannis, os músicos vão executar um programa com peças como a pastoril Suíte Peer Gynt nº1, do compositor norueguês Edvard Grieg e o Concerto nº 1 para piano e a 7ª Sinfonia, de Ludwig van Beethoven.

De acordo com Guilherme Mannis, a figura de Beethoven que prevalece no imaginário popular é a de um compositor temperamental, sujeito a ataques repentinos de raiva. “Essa imagem pode ter correspondido à realidade em certos períodos de sua vida, mas não é a representação de sua personalidade. Na verdade, o lado alegre e jocoso de sua personalidade contrabalançava os aspectos anti-sociais”, disse o maestro.

“O clima da Sétima Sinfonia é um reflexo desse lado excêntrico do compositor. É uma peça cheia de brincadeiras musicais. A despeito dos aspectos cômicos, a sinfonia transmite uma sutil impressão de grandeza e foi citada por Richard Wagner, como a apoteose da dança, por se tratar de uma das maiores obras primas compostas por Beethoven”.

O maestro

Natural da cidade de São Paulo, Guilherme Mannis é bacharel e mestre em música pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Sergipe, foi ainda regente assistente de Cláudio Cruz junto à Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e esteve já à frente de importantes grupos orquestrais brasileiros tais como Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, Orquestra da Rádio e Televisão Cultura, Orquestra Sinfônica de Santo André, Orquestra Sinfônica da Universidade de Londrina, Orquestra Sinfônica da Unicamp e Petrobras Sinfônica; no México, conduziu a Orquestra Sinfônica Carlos Chávez. É também formado em piano pela Universidade Livre de Música, na classe de Marina Brandão.

A solista
A pianista Adele Ananias vem sendo um dos maiores destaques da região Nordeste, apresentando-se com orquestras como a Sinfônica da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Ela é natural de Recife e iniciou seus estudos de piano com as professoras Maria Auxiliadora H.C. de Melo e Elyanna Caldas S. Varejão, no Conservatório Pernambucano de Música, onde atualmente trabalha como professora de piano.