sábado, 3 de setembro de 2011

ORSSE desbrava as fronteiras da música com o projeto "Orquestra na Estrada"


Foto: Divulgação

Fundada em 1688, a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada no distinto município de Tomar do Geru, a terra do Carro de Bois e distante 131 km de Aracaju, uma das mais antigas igrejas de Sergipe, receberá o projeto ‘Orquestra na Estrada’, da Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE). No dia 9 de setembro, sexta-feira, às 19h, no interior da igreja, com acesso gratuito à população.

Ligada à Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e patrocinada pelo Instituto Banese e Banese Card, a ORSSE tem Guilherme Mannis como diretor artístico e regente titular do grupo, o qual desenvolveu o projeto no início de 2008 e desde então inúmeras cidades tem recebido a Série q eu se destaca muito bem por onde passa, a exemplo de Nossa Senhora das Dores, Maruim, Propriá e Lagarto. A participação ativa na vida cultural do interior sergipano tem o objetivo nobre de popularizar o acesso à música sinfônica em diversas regiões do Estado, assim, formando públicos que até então tenham tido pouco ou nenhum contato com a música clássica.

Foto: Festa do Carro de Bois/blogspot
Pela primeira vez na festa da padroeira de Tomar do Gerú, a ORSSE visa também unir arte e história, valorizando o patrimônio arquitetônico da igreja com o patrimônio artístico. “O concerto será mais uma prova de que arte e espiritualidade, juntas, são capazes de resgatar os valores imateriais através da música, levando reflexão sobre a conservação do patrimônio físico e principalmente o humano, estarei presente para prestigiar esse momento”, declara o maestro titular Guilherme Mannis.
 
“Buscamos democratizar e aproximar o sergipano da orquestra através de concertos comentados, convidando o público a refletir sobre o repertório e desvendando o universo da música sinfônica”, afirma o maestro assistente da orquestra, Daniel Nery.


Sobre o concerto


No repertório dessa apresentação estão peças do período barroco e clássico, que correspondem exatamente aos séculos XVII e XVIII, época que a igreja fora construída. A ‘Suite da Música Aquática’, por exemplo, foi composta pelo alemão George Frederich Haendel após ele ter se radicado na Inglaterra pensando no espírito palaciano, na nobreza, nos monarcas.  Seu nome se refere a sua estréia, nos lagos do palácio com os músicos tocando sobre as barcas.
Já o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), revela toda sua delicadeza quase angelical no Andante para Flauta e orquestra, bem como na sua  Sinfonia n. 29, composta ainda na juventude.

Finalizando o concerto, será apresentado o clássico Mourão, pérola da música brasileira composta por Cesar Guerra Peixe. Os ritmos nordestinos como o baião, são evidenciados pelas cordas graves, como o violoncelo e o contrabaixo, além de um belo solo do violino aludindo à rabeca, instrumento típico da região.

Foto: Marcelle Christinne/Secom


Serviço
Orquestra Sinfônica de Sergipe
"Orquestra na Estrada"

Data: 09 de setembro de 2011, sexta-feira
Horário: 19h
Local: Igreja Matriz de N. Sra. do Perpétuo Socorro - Tomar do Gerú - SE
Acesso Gratuito

Seja um Amigo da ORSSE
amigosdaorsse@gmail.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Música de Câmara no Palácio-Museu Olímpio Campos/ Agosto 2011



A Série de Música de Câmara da Orquestra Sinfônica de Sergipe visita novamente no dia 30 de agosto de 2011, ás 17h, no Palácio-Museu Olímpio Campos. O acesso é gratuito.  Reaberto ao público em maio de 2010, após um restauro minucioso de seus elementos e completamente equipado, o Palácio-Museu possui um rico acervo que conta a história política de Sergipe, além de promover e incentivar ações culturais dos mais variados segmentos.
A música de câmara faz com que poucos músicos comunguem em torno de uma única obra. A câmara, ou recinto pequeno, por sua vez, diferentemente dos grandes teatros, é o lugar ideal para a realização destes concertos, uma vez que possui caráter intimista ideal a provocar maior atenção dos espectadores, prontos a ater-se aos mínimos detalhes de execução. O músico, por conseguinte, fica extremamente exposto, devendo realizar uma execução notável, compreendendo a partitura tanto tecnicamente (afinações, ritmos, fraseados, dinâmicas) quanto intelectualmente (estilo das obras, períodos composicionais, formas, harmonia). Desta forma, a realização de música de câmara provoca nos músicos uma grande busca por aperfeiçoamento e um conseguinte crescimento intelectual, técnico e artístico, fazendo com que os profissionais ultrapassem o limite das cadeiras da orquestra para encontrar um público ávido pelo som inconfundível desses instrumentos.
Formação de plateia,  popularização do acesso à música clássica de qualidade, através da valorização dos espaços públicos, certamente conseguiremos engrandecer nossa cultura e também valorizar a música clássica produzida em Sergipe.
Destaque para as obras dos compositores: Benjamim Britten, Elgar e Mozart
Sempre um  repertório novo com a qualidade sonora inigualável da Orquestra de Câmara da ORSSE. 


Serviço:
Terças Musicais no Palácio- Museu Olímpio Campos
Orquestra de Cordas da ORSSE
Dia 30/08/2011
Às 17h
ENTRADA FRANCA
 
Wolfgang Amadeus MOZART
Divertimento em Si bemol, Kv 137

Edward ELGAR
Serenata para Cordas, Op. 20

Benjamim BRITTEN
Simple Symphony 

 Prestigie!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Cajueiros VI" - Maestro Guilherme Mannis comemora 05 anos com a ORSSE


"Reger é a minha vida", foi  com essa declaração emocionada, que, ao chegar em Aracaju em agosto de 2006 e se tornar, aos 26 anos, o regente mais jovem a assumir uma posição de diretor artístico em uma Orquestra Sinfônica Estadual, que Guilherme Mannis já vislumbrava o futuro brilhante do grupo, não só pelo grande potencial da orquestra como também a aceitação massiva do público para com o repertório e a programação divesificada da ORSSE. São cinco anos de muitas conquistas e realizações para a música clássica sergipana.



Dia 25 de agosto de 2011, quinta-feira, às 20h30, a ORSSE celebrará, em concerto único, os 05 anos do seu diretor artísitico e maestro titular, Guilherme Mannis à frente do grupo. Mantida pela Secretaria de Estado da Cultura e patrocinada pelo Instituto Banese e Banese Card, a Orquestra Sinfônica de Sergipe executará um repertório em "Estilo Antigo" através dos compositores bem conhecidos do grande público. Johan Sebastian Bach e o Concerto de Brandeburgo nº 1, Mozart e a gloriosa Sinfonia nº 35 a "Haffner" e por fim o ícone da composição russa, Stravinsky e a Suíte Pulcinella.

Sobre o concerto:

O Concerto de Brandemburgo n° 1 foi escrito por Johann Sebastian no período em que ele foi Mestre de capela (Kapellmeister) do Príncipe Leopold, de Anhalt-Cöthen. Foi nesse período em Cöthen escreveu quase todas suas obras seculares, ou seja, não religiosas.

Os Concertos de Brandenburgo, seis no total, foram dedicados ao Marquês Christian Ludwig de Brandenburg-Schwedt, em 1721. Individualmente, é difícil definir a data de composição de cada obra, já que só há a data da dedicatória de toda a coletânea. Entretanto, acredita-se que a maioria foi escrita logo nos primeiros anos vividos por Bach em Cöthen.

Escrita em 1782 por Wolfgang Amadeus Mozart, a Sinfonia n° 35, KV 385, em Ré maior , é fruto de uma encomenda de Sigmund Haffner, na época prefeito de Salzburg, cidade natal de Mozart. Haffner havia sido enobrecido e para ocasião encomendou uma obra, uma Sinfonia, que Mozart escreveu com a tonalidade de ré maior, a de No. 35, (KV385) que recebeu o codinome de Sinfonia Haffner.

A Suite Pulcinella é o coroamento da fase em que Igor Stravinsky se dedicou particularmente à criação de uma série de obras de câmara enquanto esteve refugiado na Suíça. Encomendada por Sergei Diaghilev para o seu balé russo numa fase em que o autor se ocupava intensamente com música antiga.

Para a obra, Stravinsky escreveu 15 números musicais, que contaram com a de contribuição de Pablo Picasso, que se encarregou dos cenários e dos costumes, de Massine, responsável pela coreografia, e de Diaghilev, que dirigiu o balé russo. A Suite Pulcinella é uma forma concertante, portanto reduzida, do balé, que foi terminada em 20 de abril de 1920, e estreou em 15 de maio do mesmo ano com grande sucesso. A sua revisão definitiva em ocorreu em 1949.



Pianista formado pela antiga ULM-SP, Mannis executou o concerto para piano nº 24 de Mozart, sob a regência de Daniel Nery, em agosto de 2010.


Orquestra de Câmara da ORSSE, Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, 2011
.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Série "Cajueiros V" traz o violinista Daniel Guedes e o maestro português Osvaldo Ferreira

Determinado a manter os concertos da Orquestra Sinfônica de Sergipe em patamares considerados dos mais importantes entre as orquestras brasileiras, o diretor artístico e regente titular Guilherme Mannis convidou dois dos importantes nomes da música sinfônica para a realização do próximo concerto da série “Cajueiros V”, cujo programa trará magia e emoção aos palcos sergipanos, no dia 04 de agosto, às 20h30, no Teatro Tobias Barreto, com ingressos ao preço de R$ 15,00 e R$ 7,50. Mantida pela Secretaria de Estado da Cultura, patrocinada pelo Instituto Banese e Banese Card com apoio cultural da Fundação Aperipê e Segrase, a ORSSE tem se destacado na agenda cultural sergipana pelo agradável e pulsante repertório apresentado nesta Temporada 2011, desenvolvendo no público não só o gosto pela música clássica, mas a procura constante pelas suas apresentações tanto na sua sala de concerto (TTB), quanto nos projetos desenvolvidos na Catedral Metropolitana, no interior do Estado e no Palácio-Museu Olímpio Campos, dentre tantos outros lugares.
Virtuose nato, Daniel Guedes possui o fato de ser um dos mais atuantes solistas da ORSSE, já se apresentou com o grupo em várias ocasiões desde 2008, culminando com sua histórica execução de um duplo concerto com a ORSSE no 41º Festival Internacional de Campos do Jordão em 2010. O concerto para Violino nº 2 de Max Bruch é uma peça não usual do repertório dos violinistas, mas Guedes que estreou no Carnegie Hall em Nova Iorque com o Concerto nº1 deste mesmo compositor, garante que fará mais um concerto inesquecível em Sergipe. O maestro estreante da noite será o português Osvaldo Ferreira, atual diretor artístico da Sinfônica do Paraná, foi diretor e regente titular da Orquestra do Algarve e produziu inúmeros trabalhos em sua terra natal, deixando um legado impressionante de projetos realizados, por isso é detentor do título de maestro com maior número de estréias, encomendas e gravações de obras de autores portugueses contemporâneos. Na sua estréia em Sergipe o repertório escolhido não poderia ser outro, a Abertura La Gazza Ladra, peça conhecida dos amantes do cinema – The Thieving Magpies - peça sublime de Gioachino Rossini, retratada em diversos desenhos animados e, também, no filme Laranja Mecânica de Stanley Kubrick. A velocidade e a sutileza do toque, do compasso, faz desta abertura uma das grandes obras da humanidade.
O concerto para Violino nº 2 de Max Bruch, não muito conhecido do grande público porém de uma beleza e melodia deslumbrantes e de complexa execução, foi composto em 1878 inspirado no violinista Pablo de Sarasate, a premier foi em Londres sob a regência do próprio Bruch.
Para encerrar a noite a Sinfonia nº7 em Lá Maior Op. 92 de L. van Beethoven que foi estreada em Viena em 08 de Dezembro de 1813, sendo dedicada ao conde Moritz von Fries. Curiosamente como muitas das sinfonias de Beethoven também esta está ligada à história de Napoleão dado que a referida estreia foi um concerto de beneficência para os soldados austríacos feridos na batalha de Hanau. Esta sinfonia é composta de quatro andamentos. Richard Wagner chama a toda esta sinfonia de "a apoteose da dança" precisamente por causa do seu aspecto fortemente ritmado. Entre a tensão provocada pelas mudanças de tonalidade e a coda que é absolutamente fantástica estamos com Berlioz quando ele afirma que Beethoven não fazia música para os olhos, referindo-se ao fato das técnicas não serem utilizadas para ornamentar as partituras ou para confundir a sua análise, mas sim para despertar as emoções dos ouvintes.


Programa:

Osvaldo Ferreira, regente convidado
Daniel Guedes, violino

Gioacchino ROSSINI
Abertura da ópera “La gazza ladra”
Max BRUCH
Concerto nº2 para violino e orquestra, em ré menor
Ludwig van BEETHOVEN
Sinfonia nº7, op.92, em lá maior

Teatro Tobias Barreto
Av. Tancredo Neves, 2009. D.I.A.
Bilheteria: 79-3179-1496 (12h-20h)


Faça parte da Sociedade Amigos da ORSSE!
amigosdaorsse@gmail.com
e saiba como participar.


Realização: 




Patrocínio:



Apoio:


sábado, 23 de julho de 2011

ORSSE apresenta violinista e maestro convidados na Série "Cajueiros V"

Próximos convidados da Orquestra Sinfônica de Sergipe serão o violinista Daniel Guedes, já conhecido do público sergipano e o maestro português Osvaldo Ferreira, fazendo sua estreia em Sergipe. O concerto faz parte da série Cajueiros V, no dia 04 de agosto de 2011, 20h30, teatro Tobias Barreto. Ingressos R$ 15 e R$ 7,50 (meia).

 DANIEL GUEDES

“Guedes não é um simples virtuose: é um músico de técnica brilhante, mas acima de tudo um artista excepcional. Em todo o decorrer do concerto a alma pulsava nas cordas do violino.”
O Globo


Reconhecido pela crítica especializada com um dos mais expressivos artistas de sua geração, Daniel Guedes estudou em Londres com Detlef Hahn na Guildhall School of Music, e em Nova York com Pinchas Zukerman e Patinka Kopek na Manhattan School. Venceu os concursos Jovens Concertistas Brasileiros, Bergen Philharmonic e Waldo Mayo Memorial Award, estreando no Carnegie Hall com o concerto n° 1 de Max Bruch.

Apresenta-se como solista junto às principais orquestras brasileiras e também nos EUA, Canadá, Inglaterra e Noruega, tendo atuado sob a regência de Pinchas Zukerman, Isaac Karabtchevsky, Irwin Hoffman, Roberto Tibiriçá e Roberto Minczuk entre outros.

Gravou com a OSB o concertino de Guerra-Peixe e o concerto de Henrique Oswald. Lançou o CD Impressões Brasileiras, com obras de Villa-Lobos, Lorenzo Fernandes e Alceo Bocchino, e em 2007 gravou as sonatas de Beethoven para violino e piano com o pianista israelense Ilan Rechtman pelo selo Well Tempered Productions.

Daniel Guedes é professor do Conservatório Brasileiro de Música, do Instituto Baccarelli e leciona também nos festivais de Campos do Jordão e Santa Catarina. Como regente, atuou frente à Orquestra do Conservatório Brasileiro de Música, da Universidade de Brasília, Sinfônica da Bahia, de Campinas e OSUSP.

visite o website de Daniel Guedes

 
OSVALDO FERREIRA

É o diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, e diretor de música erudita da Oficina de Música de Curitiba.

Em Portugal, foi diretor artístico da Orquestra do Algarve, diretor artístico do Festival Internacional de Música do Algarve, diretor e administrador do Teatro Municipal do Faro, além de ser fundador e Diretor Musical da Orquestra da Póvoa de Varzim com a qual gravou 3 CDs com obras de autores portugueses. Desde 2003 também o Diretor de Orquestra do Festival Internacional de Viana do Castelo, produzido pelo Fairbanks Arts Center Music Festival de S. Diego.

Osvaldo Ferreira é o maestro português com maior número de estréias, encomendas e gravações de obras de autores portugueses contemporâneos.

Maestro convidado regular em Portugal, Rússia, União Européia, Brasil, África do Sul e EUA, gravou para a RTP, RDP e Editora Numérica. A lista de músicos com quem já colaborou inclui, Maria João Pires, Berlin Philharmonic Quartet, Nicolas Koeckert, Ivan Monighetti, Roger Muraro, Jean Marc Luisada, Elisabete Matos, Pedro Burmester, Reinhold Friedrich, Gerardo Ribeiro, Mário Laginha, Irina Tseitlin, Stefan Dhor, Gordon Hunt, Alex Klein, Bernardo Sassetti, Daniel Rowland, Maria José Falcão, Yang Liu, Sergei Roldugin, Saint Petersburg Virtuosi e Ingeborg Baldaszti, entre outros.

Realizou Mestrado em direção de orquestra em Chicago e pós-graduação no Conservatório de São Petersburgo, na classe de Ilya Mussin. Laureado em 1999 no Concurso Sergei Prokofiev, na Rússia. Recebeu o “Fellowship” do Aspen Music Festival nos EUA, onde freqüentou a American Conductors Academy e conquistou o prêmio “Academy Conductor” em 2001. Foi assistente de Claudio Abbado em Salzburgo. Estudou ainda com Jorma Panula e David Zinman e foi bolsista do Ministério da Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian.
Conheça o Festival Internacional de Música do Algarve

Programa

Osvaldo Ferreira, regente convidado
Daniel Guedes, violino



Gioacchino ROSSINI
Abertura da ópera “La gazza ladra”
Max BRUCH
Concerto nº2 para violino e orquestra, em ré menor
Ludwig van BEETHOVEN
Sinfonia nº7, op.92, em lá maior

Teatro Tobias Barreto
Av. Tancredo Neves, 2009. D.I.A.
Bilheteria: 79-3179-1496 (12h-20h)


Faça parte da Sociedade Amigos da ORSSE!
amigosdaorsse@gmail.com
e saiba como participar.